O governo do Irã anunciou a abertura do Estreito de Ormuz, como resposta à entrada em vigor de um cessar-fogo entre Israel e o Hezbollah.
Nas redes sociais, o Ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi afirmou que o Estreito estava “declarado complementarmente aberto”.
“Em consonância com o cessar-fogo no Líbano, a passagem de todas as embarcações comerciais pelo Estreito de Ormuz está declarada completamente aberta pelo restante do período de cessar-fogo, na rota coordenada já anunciada pela Organização de Portos e Assuntos Marítimos da República Islâmica do Irã”, disse.
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Numa primeira reação, o presidente dos EUA, Donald Trump, comemorou.
“O IRÃ ACABA DE ANUNCIAR QUE O ESTREITO DO IRÃ ESTÁ TOTALMENTE ABERTO E PRONTO PARA A PASSAGEM LIVRE. OBRIGADO!”, disse o americano.
Instantes depois, o próprio Trump mudou sua postura e disse que seu bloqueio naval continua até que um acordo final seja atingido. Não ficou claro pela declaração do presidente dos EUA se navios poderiam circular ou não.
Imediatamente, o preço do barril do petróleo caiu em 10% nos mercados globais. As ações de companhias aéreas subiram e diplomatas respiraram aliviados, com a esperança de que o processo seja conduzido agora para um acordo mais amplo de paz entre Teerã e Washington.
No último fim de semana, um impasse nas negociações entre os EUA e o Irã levou o governo Trump a anunciar que estaria promovendo um bloqueio naval no Estreito de Ormuz. Na prática, o Irã tinha efetivamente fechado o canal de transporte de petróleo mais movimentado do mundo por semanas, em resposta ao ataque conjunto EUA-Israel ao Irã em fevereiro.
O impasse ainda ocorria por conta da incerteza sobre como um cessar-fogo entre Irã e EUA impactaria no Líbano. Por dias, Israel insistia que o pacto não envolveria uma interrupção nos seus ataques contra o Hezbollah.
Na quinta-feira, porém, Trump anunciou um acordo de cessar-fogo também no Líbano, abrindo caminho para que os iranianos concordassem com a abertura do estreito.